quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Infoviário – modal virtual na logística capitalista

Estamos todos os dias deparando com as necessidades da dependência virtual, e, para nós gestores logísticos essa nova forma de dependência dar-se o nome de Infovias Eletrônicas, ‘modal virtual’.
Antigamente o fluxo de informações baseava-se em papel, hoje estas informações são gerenciadas eletronicamente pelas ferramentas da TI (Tecnologia da Informação), e, como consequências vem a redução dos custos logísticos, aperfeiçoamento dos serviços e melhoria na oferta de informação ao cliente.
Na modernidade capitalista TI é fundamental para entender as complicadas cadeias de suprimento e a multimodalidade.
O modal infoviário usa a internet como uma grande via onde se “navega”, transportando informação, utilizando como veiculo as soluções web em TI.
Dentro da literatura do setor de transportes e de logística, temos tradicionalmente cinco modais de transportes, divididos em: modal aquaviário (e suas divisões em marítimo, fluvial e lacustre); modal terrestre; modal ferroviário; modal aéreo; modal dutoviário.
O transporte dutoviário talvez seja o menos conhecido pelas pessoas, porém suas operações se realizam através de dutos (tubulações), transportando cargas fluidas e em alguns momentos cargas sólidas (experiência já realizada através de cápsulas). Um grande exemplo de operações dutoviárias são as movimentações de petróleo e gás da Petrobras.
Por outro lado apesar de não ser reconhecido pelo literatura, o ‘modal virtual’ é um novo meio de transporte de produtos/serviços que vem sendo aplicado de diversas formas e em diferentes níveis de negócios, visando entregar os produtos de forma mais rápida, com menos estoques a um menor custo.
A internet tem desafiado a mentalidade empresarial tradicional, gerando mudanças organizacionais e ampliando as fronteiras geográficas dos negócios (Lumpkin e Dess, 2004).
A sua velocidade de expansão é impressionante, tendo atingido 50 milhões de usuários em 5 anos, enquanto outras tecnologias ou formas de comunicação levaram bem mais do que isso: a TV a cabo levou 10 anos para atingir 50 milhões de usuários, o computador levou 11 anos, o telefone, 16 anos, a televisão levou 18 anos e o rádio, 38 anos (Rayport e Jaworki, 2001).
A estratégia de quem usa o modal virtual é integrar um ambiente composto de diferentes estruturas cuja finalidade é competir com maior flexibilidade de inovação.
Esta é a mais nova tendência mundial a nível de modal logístico, na verdade  apesar de não ser reconhecido cientificamente como tal, ele é o sexto modal, na verdade o mais poderoso dos modais pelos paradigmas envolvidos em sua definição, as aplicações potenciais e os benefícios esperados, além de uma descrição do que pode ser considerado como o mais acessível por todas as classes sociais.
O ‘modal virtual’ é todo sistema de entrega de um produto não físico, entregue ao cliente ou consumidor via internet ou por transmissão eletrônica de dados.
Um produto passível da participação deste modal apresenta também os conceitos básicos dos demais modais, porém para sua concretização 99 % depende de sua integração com o modal virtual.
A designação de ‘modal virtual’ é bastante complexa e discutida, principalmente por se tratar de uma modalidade que embora na prática não seja nova, ainda é muito pouco citada, a maioria das citações existentes sobre modais de transportes envolve o conceito de entrega de cargas, indicando especificamente um produto físico, não existindo, portanto, a possibilidade de entrega virtual.
Entende-se  que produto é todo o fruto da conjugação de  esforços e recursos visando o atendimento das necessidades de um consumidor ou cliente.
Sob este aspecto, o ‘modal virtual’ atende uma necessidade de um consumidor ou cliente, substituto a um outro processo de modal.
O ‘modal virtual’ é o modal infoviário, sendo este caracterizado mais pelo aspecto da informação enviada.
Na verdade o avanço da tecnologia da informação criou um novo modal de transporte, o infoviário, na infovia, trafegam quantidades enormes de dados para facilitar e agilizar os processos no transporte de cargas.
Os operadores logísticos operam toda a inteligência da rede logística, da origem ao destino final é nesse contexto que se estabelece o chamado “transporte infoviário”, com a internet como a grande via, onde se “navega” transportando informação, utilizando como veículos as soluções web em TI, aliadas às novas tecnologias em telemática.
Porém, percebe-se um esforço muito grande das organizações em resolver as questões logísticas através de soluções em software livre, como um buscador corporativo – coisa que nem o Google tem – além de portais corporativos, consultoria web para cadeias de suprimentos, de “pacotes de software” homologados pela Receita Federal (Siscomex) para gestão de operadores portuários, gestão de exportação e de faturamento para recintos alfandegados; gestão de instalações portuárias alfandegadas; visualização gráfica de pátios de cargas e contêineres; além de monitoramento e rastreamento de veículos em tempo real, acabam sendo exemplos de interações cibernéticas logísticas.
Os produtos que tem frequente atendimento pelo ‘modal virtual’ são: a música em formato MP3, livros eletrônicos ou e-books, filmes em Pay Per View (PPV), serviços em EAD (Educação à Distância) e softwares construídos sob encomenda, o download legal de filmes pela Internet, isso sem falar nos milhões de pessoas que se conhecem e interagem via internet sem um local físico de interação, muitas vezes, jamais chegarem a se conhecer pessoalmente.
A expansão e consolidação do modal virtual como meio de negócios é um fato inevitável e irreversível, as vantagens apresentadas vão desde a redução de custos com estoques, atendendo o preâmbulo competitivo do conceito de just in time, custos de embalagens e transportes até mesmo à disponibilidade e redução das fronteiras para o consumidor, devido ao seu poder de alcance e capacidade. A convergência de diversas tecnologias oferece infinitas possibilidades de produtos e serviços.
Muitos são os comentários sobre esse novo modal de transporte. Porém, em nossa literatura esse novo conceito ainda está pouco difundido.
A contribuição desse novo modal para as atividades logísticas é de extrema importância, sendo que é através dele que são “transportadas” as informações necessárias para o correto fluxo da comunicação, tão importante no meio logístico. É nesse modal que está nosso futuro e nele a resolução da maioria dos gargalos logísticos existentes.
Vale ressaltar o exemplo das notas fiscais eletrônicas que trouxe  grandes benefícios como a redução da burocracia, problema este que assolava o sistema de transporte, emperrando processos e fazia com que o tempo de entrega de mercadorias em alguns casos é muito demorado.
Apesar de pouco comentado, na pratica o modal virtual já faz parte do cotidiano da Logística há algum tempo. O transporte e a movimentação de informações está cada vez mais velozes, permitindo assim que se tenha eficiência e eficácia nos processos logísticos.
É o futuro da logística que adentrou pela era virtual onde o reverso é acelerar cada vez mais na busca da perfeição inovando cada dia o interagir entre o produto e o cliente.
(Aroldo Ferreira dos Santos, presidente da Associação dos Gestores e Profissionais de Logística de Anápolis)

AROLDO FERREIRA DOS SANTOS

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo artigo.
Parabéns Aroldo Ferreira.
Parabéns para os Gestores e Profissionais de Logística de Anápolis.

Rúbio Lopes disse...

Aroldo, gostei desta apresentação, do novo modal e realmente, concordo plenamente. " O modal infoviário veio para ficar e é irreversível ". Sou instrutor de logística e concluindo mba. Estou pretendendo defender minha tese de mestrado neste campo. Agradeceria se pudesse indicar empresas que estão investindo neste segmento.de São Paulo, Rúbio Celso Wanderley Lopes ( e-mail: rcwlopes@r7.com

Gleidson Tito disse...

Este seria o caso da transmissão de dados, não é mesmo? estamos desenvolvendo um aplicativo para Smartphone e precisamos saber qual o modal. Meu professor me orientou que seria o modal de "transmissão de dados", porém ele falou que não existe nada em específico.